Ainda que eu falasse a língua dos homens e dos anjos, e não tivesse Amor, seria como o metal frio que soa ou como o sino que tine sem harmonia. E ainda que tivesse o dom da profecia e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse fé, de maneira tal que transportasse montanhas, e não tivesse Amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tivesse Amor, nada disso me aproveitaria. O Amor é paciente, é benigno; ele desencadeia o Bem; o Amor não é invejoso, soma virtudes; não trata com leviandade e não se ensoberbece, e sim traz consigo o nobre orgulho de amar e ser amado; não se porta com indecência, não é indulgente, nem busca os seus interesses; é paciente, não suspeita mal, não folga com a injustiça, mas extravasa com a verdade. Tudo tolera, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O Amor jamais falha. Ele anula os maus pensamentos, e as maledicências serão aniquiladas; havendo línguas, em tormentas cessarão; havendo ciência, desaparecerá, porque em parte conhecemos e em parte profetizamos; mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em partes separadas será aniquilado. [...] Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o Amor; mas o maior desses três é o Amor.
Trecho da Epístola de São Paulo aos Coríntios, capítulo 13, adaptado.